Arquivo | junho, 2009

Windows Movie Lovemaker

21 jun

Porque é maravilhoso ter Windows.

Sim, o Pinnacle lascou o meu vídeo. Aí corri livremente para os braços do WMM.  Ficou muito melhor.

Mudando muito de assunto, senti saudades tão grandes de Hanson. Hoje tirei minhas teias e quase não paro mais de chorar com Yearbook.
PELAMORDELS, alguém já prestou atenção nessa letra? JÁ?
Essa e I Will Come To You.

Falando em saudades, me fez muito bem ouvir Here Is Gone do Goo Goo Dolls hoje.
Lembrei de quando meu irmão pirava por Smallville, e eu só queria que acabasse logo pra ver Art Attack.
Programão aquele… o Dan ensinava coisas que eu não aprendi até hoje!
Firmeza que não era ele quem ensinava, era o Neil. Aquele loiro doidão que fazia arte com qualquer coisa no chão.
Com 10 anos de idade eu percebia que eles só usavam a camisa vermelha igual pra parecer que o Daniel que tava ensinando.
Aquele fanfarrão.

Às vezes me dá uma vontade de ficar escrevendo, escrevendo, escrevendo…


Heart – Magic Man

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Beth, meu amor!

18 jun

E em mais uma sexta-feira, é a Beth que me salva.
Às vezes me bate uma saudade de cortar o cabelo em casa, mas… eu não consigo copiar aquela franja que só a Beth sabe fazer!
Finalmente achei uma cabeleireira. Há uns meses, pensei que achar aquela cabeleireira especial que sabe exatamente o que você quer, seria impossível.
Mas ela existe, e está bem no centrinho da cidade, há 10 minutos de mim!

Falando nisso, hoje me deu um momentum, uma vontade de correr pro salão fazer alguma coisa. Qualquer coisa, nem que fossem só as cutículas.
Cheguei do curso com um cheiro insuportável de rua e transporte urbano.
Sabe quando a maquiagem começa a escorrer, a bolsa não quer parar no ombro, e o cabelo já perdeu toda a graça de quando você saiu de casa?
Pois é.
Mas não fui.
Seria gostosinho ter ido ao salão mas, cheguei em casa, sentei a minha bunda branca na cadeira do computador e cá estou.

Foi até melhor assim, sabe?
Dormir cedo, esquecer do frio e ouvir as patinhas do meu cachorro subindo e descendo as escadas de casa…

Pragora:
Dido – Take My Hand

Cinco de março de dois mil e nove.

14 jun

Muitas pessoas já descreveram seus meses de fila…dormindo na rua; invadindo quartos de hotel; tirando fotos no soundcheck; ou a corrida para sair de São Paulo e vê-los no show que haveria no Rio de Janeiro.
Mas o que eu vou descrever -eu tenho certeza- ninguém passou.
Não dormi na rua. Não me hospedei no mesmo hotel. Nem paguei horrores pelo soundcheck, e nem fui ao show do Rio.
Quem me conhece sabe do que eu tô falando.

Acordei às quatro horas da manhã exatamente, e antes mesmo de comer qualquer coisa, avisei meus pais que queria estar na fila o quanto mais cedo pudéssemos. Então, às quatro e trinta e cinco da manhã, entrei no carro.
É inexplicável o que se sente quando uma coisa tão grandiosa dessas está prestes a acontecer. Minhas amigas ainda me chamam de boba. E eu adoro.
Fui quieta o tempo todo, atualizando meu Vício pelo celular e revendo fotos e mais fotos escondidas pelos arquivos.
Já na fila, passei horas exaustivas de ora calor, ora impaciência com alguns fãs que, trazem até a camiseta da turnê da Etiópia(?), mas não trazem educação.

Resumindo as situações desagradáveis, a tarde chegou e o suor secou. As pessoas começaram a bagunçar ainda mais a fila, naquele alvoroço, pensando que os portões se abririam mais cedo. FAIL. Os portões continuaram fechados, e nós continuamos a gritar feito sequeladas cada música que vinha à cabeça.

Pronto. Abrir os portões teve o mesmo efeito de tocar fogo nas pessoas. Corri tanto, que precisei colocar a mochila (extra pesada) na mão, e soltar todos os canudos neon que estava segurando. Um caos, como descreveriam os próprios.
Minha sorte foi ter ficado na VIP, porque não sou das maiores corredoras… consegui chegar num ponto privilegiado, porém, poderia ter ficado mais perto. É síndrome de fã.

Me senti no último show dos Beatles: milhares de garotas gritando, gente se pisando pra chegar mais perto do palco, e a maior expectativa pela qual já passei.
Valeu cada gota de suor, e todas as cordas vocais prejudicadas.

E começa o espetáculo.
Quando avistei o ringue, minha cabeça disse: “São eles!”, e o meu coração já parecia não bater mais. Eram, definitivamente, eles. Eu não estava assistindo à nenhum show cover; à nenhum grupo meia-boca. Eram eles.
Naquela euforia tão gostosa, soltei todos os meus fantasmas de fã há uma década. Gritei mais do que podia, recebi tchauzinho de um dos meus preferidos, cantei como nunca havia cantado antes e chorei. Chorei mais do que em 2001, muito mais.
Eu mesma não sabia que poderia ser e continuar sendo, tão forte assim.

E acaba o espetáculo.
Talvez eu só consiga viver algo parecido denovo, quando morrer e os Beatles fizerem um show no Paraíso. Só desse jeito.
O palco é tomado por uma luz escura, escura, escura, até que tudo some.
Eles sumiram bem antes. Mas a energia ainda estava lá.
Agora o que quase ninguém sabe é que, minhas pernas não conseguiram se mover depois daquilo. As pessoas saíram de perto de mim, todas indo embora, mas eu não consegui.
Foi como se toda a minha vida tivesse passado rapidamente pelos meus olhos, literalmente.
Tudo o que eu não pude viver antes, tudo pelo que eu chorei antes, descarreguei no dia cinco de março de dois mil e nove.
Aconteceu é que apenas me arrependo de não ter nascido antes. E como dessas coisas não se pode arrepender, não me arrependo de nada. Exatamente nada.

Pragora:
Everyone – Backstreet Boys

Resumão

8 jun

Friozinho, casaco roxo maravilhoso, shopping cheio, Dia dos Namorados motherfucker que não chegou mas já lota as lojas, cólica, espinha nova e reluzente na testa, friozão e domingueira com o pé fucked up por causa de uma bota; um salto 12, exatamente, 12; e um scarpin que salvou a minha vida mas terminou de achatar o meu pé.
O preço de um sapato bonito?
Sangue. Muito sangue.

Agora eu vou deitar e abraçar o meu amor. O travesseiro.

Segunda?

1 jun

Ontem meu dia foi tão, mas tão cheio, que acordei hoje com sensação de domingo.
Domingo de ficar em casa fazendo exatamente nada.
Diliça.
Mas não rolou. Liguei o computador e minha cabeça voltou a funcionar no ritmo desesperado de segunda-feira, com milhões de vídeos precisando de edição e Photoshop gritando: SUA LERDA!
Em negrito e caps lock.
Depois de gravar um vídeozinho agradecendo Nick Carter dizendo que espero o ver na próxima turnê, e estar ouvindo uma música que me deixa incrivelmente vulnerável, tô com a janela do quarto aberta morrendo de frio.
The question is: porque você não fecha se está ventando?
The answer can be: porque eu não quero levantar da cadeira e esfriar o assento.

Pragora:
Full Circle – Aerosmith