Arquivo | agosto, 2009

“Sempre à meia luz…”

31 ago

Hoje abri uma caixa, daquelas de fundo de armário, pra ver umas coisas que havia guardado há um tempo. Várias cartas, lembretinhos de quinta, sexta série, bilhetes…
De amigos que ainda são amigos; de amigas que nunca mais vi; de namoricos que nunca aconteceram. Deu saudade da escola da Vila São Carlos. Do Seu Zé, vigia. Das festas juninas, das enormes salas de aula.

As conversas eram as melhores…
A época era do Leonardo DiCaprio. As meninas babando pelas fotos que eu levava dos Backstreet Boys; os meninos chamando o “loirinho” de bicha e a professora Débora tentando explicar a diferença entre S e SS.

O tempo tá passando muito rápido ultimamente. Fico com saudades de coisas que fiz no ano passado! No tempo dos meus pais, as meninas da minha idade estavam pensando em casamento, enxoval, quantos filhos teriam…
No que eu tô pensando?
Pode crer que é muito diferente disso.

O bom em sentir falta é saber que sempre haverão coisas novas mais tarde. Sem filosofia barata. É verdade.
Juro que não peguei essa ideia de sites de telemensagem.

E hoje ouvi Folhetim. Chico Buarque sabe o que diz, gente:

Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem “sim”.
Por uma coisa à toa, uma noitada boa.
Um cinema, um botequim. E, se tiveres renda aceito uma prenda, qualquer coisa assim.
Como uma pedra falsa; um sonho de valsa, ou um corte de cetim.
E eu te farei as vontades, direi meias verdades, sempre à meia luz.
E te farei, vaidoso, supor que é o maior e que me possuis.
Mas na manhã seguinte não conta até vinte. Te afasta de mim.
Pois já não vales nada, és página virada…
Descartada do meu folhetim.

Andarilha

1 ago

Sabe quando algum amigo seu retorna, nem que seja dizendo “oi” pelo MSN, mas retorna do nada?
É, completamente do nada. Ele aparece, diz alguma coisa, mesmo estando há uns 2 anos sem falar coisa alguma com você.
Se eu fosse mais inteligente, não daria atenção, pois obviamente a pessoa estaria falando comigo por pura solidão momentânea.
“Hum… vou falar com ela hoje, ver o que acontece.”

Comecei a entender, nesse mês de Julho, como os países europeus são tristes. Dizem que o frio excessivo ou então, quando o inverno dura mais do que o normal, as pessoas tendem a ficar melancólicas.
Isso é bem verdade. Pude comprovar nesse frio. Me fez pensar muito sobre ser militante dos narizes gelados.
Gosto do frio, sem dúvida alguma, mas não forever. Tá durando demais, começa a irritar.

Hoje tinha festa, pois é, sempre fico chata em dias assim. Quando é uma festa que eu sei que tá rolando, mas eu não quero ir.
E mesmo sabendo que eu decidi não ir, fico chata.
Vai entender.

Hoje é dia de pegar um balão e dar uma de padre. Vou sair voando pra ver aonde eu fico.