Arquivo | novembro, 2009

Começa com “zi” e termina com “ca”

25 nov

Deus deveria ter me avisado sobre hoje. Sabe, tipo, “tá preparada?”.

Depois da aula, fui com a Ma na Lume. Tudo okay até então. Saindo de lá, um ônibus motherfucker passou numa poça d’água e deu AQUELE banho na gente.
Tive um ataque de mulherzinha e liguei pro meu pai ir buscar nós duas. FAIL. Ninguém em casa.
Rindo muito de nervoso, vergonha e nojo, fomos embora a pé mesmo…

“O ano tinha que terminar assim, né?”

Chegando em casa, eba, reforma! O pedreiro finalmente decidiu quando começar a obra, e como bagunçaremos a cozinha/sala/quartos em alguns meses.
A cozinha migrará pra sala, que será jogada nos quartos que serão mudados pros outros quartos. Bom, né?

E no começo da tarde, quando acordei, me fiz o lindo favor de bater o dedo no pé da cama. Isso, é o que sempre acontece nos melhores dias (:

Ironia é a cura. Pense nisso.

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Questionário socioeconômico

22 nov

293 perguntas. Duzentas e noventa e três perguntas. DUZENTAS E NOVENTA E TRÊS!
Duzentas e noventa e três colunas, com 5 quadradinhos em branco cada. Algumas com mais do que 5.

“Preencha os campos ópticos totalmente e com nitidez, utilizando caneta esferográfica de tinta azul ou preta.”

Sei lá, mas de repente me deu uma vontade de fazer um de cada cor…

O melhor são as perguntas. Todas com uma intenção subliminar ou assumida, perguntando sobre racismo e sexismo.
De 293, só 100 deveriam estar lá. Eles fizeram as mesmas perguntas mas com outras palavras.
Me dá até vertigem quando penso no tanto de quadradinhos que ainda preciso pintar.

Eu tinha um post monstruoso sobre o ENEM, vim pro blog escrevendo na mão de vontade de publicar logo mas, perdi o ritmo.
E a paciência também.

P.S.: A segunda pergunta desse questionário socioeconômico pergunta “o que eu me considero”. Sou negra, e quero ver alguém provar o contrário!

”There goes my hero…”

13 nov

[…]

– Mas se você fizer isso, faz mais efeito porque retira as células mortas, pai!
– Ah, não vamos mexer com os mortos não.

Júlio César Basso, meu pai e o cara mais legal que eu conheço.

Ao mesmo tempo, na mesma pessoa.

Né.

13 nov

Fazer hidratação em cabelo fino é uma tristeza mesmo.
Você não vai achar uma embalagem que diga “me compre, eu não vou deixar seu cabelo ficar com cor de repolho antes do tempo”, ou “juro que não te deixarei com o cabelo amassado de manhã”.
Errf. A maioria dos produtos é feito pra cabelos mega diferentes do meu, com mais volume.
A Beth diz que meu cabelo não tem o perfil brasileiro, por isso eu dificilmente acho cremes bons e acessíveis.

E existe perfil brasileiro? coloca na cabeça que o brasileiro é negão, e acaba com a vida capilar do resto do país.

Hoje, a mulherada toda alisa o cabelo. Algumas até definitivamente. Pode vir o verão que for indicando cachos, e cabelos livres ao vento tipo comercial da Grendene… a chapinha jamais será aposentada.
Quem tem cabelo crespo, quer liso. E quem tem cabelo liso, se fode no Brasil com os cremes feitos “especialmente para a mulher brasileira”.
A saída é ser teimosa como eu e usar vários cremes, puxar o cabelo pra trás até parecer um ovni e esperar fazer efeito.

Ah sim. E quem tem cabelo liso, olhos azuis e pele clara, corre risco de ser ameaçada na escola 🙂

Pragora:
Cobra Starship – Hey Mr. DJ

Quinta-feira chegou rápido…

13 nov

Será que alguém ainda lembra do Chris Duran, como o que ele realmente era?
Eu me decepciono sempre que lembro do que ele é agora, impressionante.
E tentei ouvir o álbum gospel dele, tentei mesmo. Mas aquela vozinha dele cantando em português (!) e gospel? aw, please.

Procurando por The Birthday Massacre hoje no Ares, fail, me vem um álbum com-ple-to do Nightwish. Gosto de Nightwish, mas a decepção foi tão grande que desisti dos dois hoje. E agora tô ouvindo New Pornographers, tipo, mesma coisa (?).

Dia calmo, e as tardes cada vez mais agradáveis em Mogi. Por incrível que pareça.

– Eu sou muito orgulhosa.
– Eu também.
– Sou mais que você.
– Me garanto.
– Vamos apostar então? (…) melhor não. Não quero ganhar.

Terças e quintas, aham.

Make a change.

8 nov

Porque quando a gente pergunta pra alguém se ela fala outro idioma, ela responde FALANDO o outro idioma?
É o item 4.628 da minha lista de clichês.

Mas que calor, argh. Maquiagem não dura mais nada, mesmo sendo à prova d’água.

Hoje um cachorro, em frente o Galpão em Suzano, deitou no meu pé. Totalmente do nada, ele chegou e se esparramou no chão… nem sei como voltei pra casa sem ele.
Pensei no caminho todo no meu cachorro, meu amorzinho. Em como é criado tipo rei na minha casa, e na rua tantas coisas gostosas e amáveis como aquele cachorro, jogadas por aí.
Se eu pudesse, pegaria todos de uma vez. Todos mesmo. Começando por um filhotinho vira-lata que eu vi na calçada semana passada.
Quando virei a esquina da farmácia, pensei só mais uma vez e voltei. Pedi uma sacola plástica numa loja bem em frente (com uma funcionária tão apática quanto a própria sacola), porque o cachorrinho tinha alguns machucados.
É, ele rosnou muito e ameaçou me morder.
Eu pensei que não teria aonde colocá-lo porque, porra, não posso juntar dois cachorros no mesmo lugar assim. Não adiantaria nada salvar um, e talvez adoecer outro.
Deixei ele ali.

Quando passei em frente àquela loja, indo pro curso depois de um temporal catastrófico, vi uma roda meio espalhada de sangue no cimento.
Tomara que tenha morrido; ele era bom demais pra viver embaixo de um toldo qualquer dessa cidade.

…I’m starting with the girl in the mirror. I’m asking her to change her ways…

Impressora hija de puta!

6 nov

Vou escrever EPSON na minha vizinha e metralhar.

Leitura, check. Texto resumido, check. Conclusão, check. Impressora…
Ah, impressora. Só faltou bater na minha cara hoje. Cadela.
Fui até atrás de ler um jornal cubano, traduzi tudo e fiz um resumo muito digno. Muito.
Mas aí, o que me acontece, essa Epson encomenda divina, precisa de “assistência técnica especializada” bem no minuto em que eu fui imprimir.
Imprimiu bíblias aqui ontem, e hoje, revoltou. Ca-de-la.

Lembrei que preciso editar umas fotos, vídeos… preguiça é mais forte que eu.
O aniversário do tio, do vô, e um monte de tias que a gente só vê em ocasiões muito, muito, especiais.
Foi mesmo muito, muito, especial. De verdade.

Também lembrei que amanhã tem visita ao orfanato. É.
Com situações tão simples que eu descubro como sou ingrata, egoísta e individualista demais.
As criancinhas contam cada história, que você pode jurar ser exagero ou que ela imaginou tudo. Antes fosse imaginação.
Conheci uma garota -em 2001 quando visitei pela primeira vez-, que tinha várias manchinhas pelo rosto e braços. Eram meio fundas, quando eu vi só reparei no rosto, por isso pensei que fossem de nascença. Não perguntei.
Quando observei direito, vi o resto das marcas. E uma, perto dos olhos, tinha quatro ou três riscos mais fundos que o resto.
“Essa aqui foi de quando meu pai esquentou o garfo no fogão.”

Não preciso, e nem vou contar o resto.