Arquivo | dezembro, 2009

Be my mirror, my sword and shield.

28 dez

Eu costumava dominar o mundo. Os oceanos se abriam quando eu ordenava.
Agora pela manhã durmo sozinha. Varro as ruas que já foram minhas.
Eu costumava jogar os dados, sentir o medo nos olhos dos meus inimigos.
Ouvir enquanto a multidão cantava:
“Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!”
Em um minuto eu segurava a chave; no outro as paredes se fechavam contra mim.
E eu então descobri, que meus castelos se apoiavam sobre pilares de sal e pilares de areia.

Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando…
Corais da cavalaria romana estão cantando…

Seja meu espelho, minha espada e escudo


Meus missionários em um campo estrangeiro.
Por algum motivo que não sei explicar, desde que você se foi, nunca mais houve, nunca houve uma palavra honesta.
Isso aconteceu quando eu dominei o mundo.

Foi um vento malévolo e selvagem que derrubou as portas para me deixar entrar.
Janelas estilhaçadas e o som de tambores.
O povo não podia acreditar no que eu havia me tornado.
Revolucionários esperam pela minha cabeça numa bandeja de prata.
Apenas um fantoche numa corda solitária.
Quem jamais desejaria ser rei?

Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando…
Corais da cavalaria romana estão cantando…
Seja meu espelho, minha espada e escudo.
Meus missionários em um campo estrangeiro.
Por algum motivo que não sei explicar, eu sei que São Pedro não chamará o meu nome…
Nunca houve uma palavra honesta.


      Mas
      isso
      aconteceu
      quando
      eu
      dominei
      o
      mundo .
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Late que eu tô passando (?)

21 dez

Conversei com tanta gente nesse final de semana… tanta informação, novidade, piadas, causos e algumas mentirinhas também.
Minha cabeça conseguiu calma numa segunda, Isaura’s day.

Daqui a pouco tô saindo pro centro da cidade, ajudar o Thi numas coisas e comprar outras. Quase pari de preocupação porque não achava meu wayfarer!
Achei aqui um óculos brinde do Kinder Ovo (?) mas não achava o meu único wayfarer. Daqueles pequenininhos. Comprei o kids porque não acho legal aqueles grandões em mim, fica meio “não é meu, mas tô usando”.

Gosto tanto de gente que não entende ironia. Mas gosto tanto. Porque você sempre sairá como a amiga engraçada super gente boa.

Darei um pedala na Mariah. CHEEEGA de regravar Foreigner! A gente já entendeu, precyosa. Chega. Ainda não sei como essa música ainda fica no topo das paradas de umas rádios brasileiras por aí -de gosto duvidoso- e trilha de novela. Cansei dos clipes dela, da voz e do excesso de peso.

Deletei uns 5 contatos do orkut hoje, gente inútil que nunca falei na vida. Um deles era um andrógino que escrevia GLAMOUR em todas as fotos, coisa linda.

E ainda não fiz o post bíblico sobre Belle & Sebastian. É a pregui…

Bota essa porra pá funcioná, Emitevê!

10 dez

“As 10 bandas mais injustiçadas do Brasil”.Título do post de um dos milhares de adolescentes aphetados que trabalham na MTV.
Lendo uma das bandas dali, aparece uma talzinha que o dono do post diz ser: “um Belle & Sebastian melhorado, sem a afetação escocesa.” or something like that. Não lembro exatamente.
Sem a afetação escocesa. Um Belle & Sebastian melhorado. Hum.
Se uma banda é brasileira, e imita ou TENTA fazer igual B&S, com certeza não terá na-da de escocês. Porque, dã, são brasileiros.
Se uma banda escocesa imita, sei lá, Mutantes, obviamente não terão as mesmas letras pois não são brasileiros. Não sabem dos nossos assuntos… e nem por isso os Mutantes tinham alguma afetação brasileira.
E daí que só eu entendo meus exemplos?

Belle & Sebastian já fez um cover lindo de “A Minha Menina” dos Mutantes. Lindo, lindo.

Mas enfim, fico pensando como a eMpTyV tem cara de deixar um artigo desses no ar, se eles mesmos não divulgam as bandas mais injustiçadas do Brasil.
São bandas ótimas, claro, musicalmente falando até o grupo de pagode que ensaia perto de casa é bom. Digo isso porque EU não faço melhor. Quando fizer melhor, mando um míssil em formato de guitarra pra casa de cada pagodeiro…
ENFIM, as bandas que aquele menino do post citou são boas. Ponto. Mas não são vendáveis; não são radiofônicas e a maioria não tem integrantes com menos de 17 anos.
Vide Los Hermanos. Fizeram sucesso porque tinham-e ainda têm, puta merda- fãs xiitas! Gente que morre e mata por eles!
Nunca foram bonitos, nunca deram atenção à mídia, por mais mtvlística que fosse. E esses sim foram muito bons musicalmente.
Não gosto, mas reconheço.
Aposto que o eu lírico pedófilo do Camelo também seja bom musicalmente. Falo mesmo.

E mais tarde chego com um post DESTE tamanho por causa do que disseram sobre Belle & Sebastian.

PRAGORA:
Macca and The Wings – Silly Love Songs

Preciso postar isso:

8 dez

Ser designer é…

1. ter o despertador pra avisar a hora de ir dormir, e não a hora de acordar;
A gente acostuma.
2. ter uma diéta a base de café, Coca-Cola e RedBull;
3. ter fones de ouvidos quase implantados na sua cabeça;
Os fones já nem são mais colocados, são encaixados porque a orelha já pegou o formato!
4. tomar café da manhã, almoço e janta ao mesmo tempo;
5. os amigos dizerem “que bonito isso!” mas não entenderem o conceito;
6. refazer um job pois ninguém entendeu o conceito;
7. ter mais fotos de coisas do que de sua família;
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH verdade.
8. saber usar o Photoshop, Illustrator, InDesign e Dreamweaver mas não entender como rodar o Excel;
Me recuso a entender. Recuso mes-mo.
9. comprar revistas de R$ 50 mas não ter tempo de ler;
10. não conseguir olhar para qualquer coisa gráfica sem tentar melhorá-la na sua cabeça;
Mesmo que essa coisa seja feita por você mesmo, pfff.
11. não conseguir andar pelo shopping sem criticar embalagens de produtos;
12. ouvir sua vó lhe apresentar orgulhosamente como “artista” para amigos;
Desenhista também vale.
13. sua mãe achar que você trabalha com computadores;
A minha não (;
14. ser confundido como “técnico em informática” pois “você passa muito tempo na frente daquele tal computador”;
15. cobrar o cliente constantemente o briefing e materiais para não estourar o cronograma;
16. o cliente demorar para enviar o briefing e materiais e depois reclamar que você está estourando o cronograma;
17. terminar o projeto após 3 meses e 20 rodadas de aprovação para o cliente dizer “não sei…acho que não ficou muito legal”;
Sou capaz de matar.
18. passar metade do projeto convencendo o cliente que você sabe o que está fazendo;
19. passar a outra metade do projeto explicando ao cliente que você está cobrando pelo seu conhecimento;
20. alguém dizer “meu sobrinho também faz dizáin“. E quando questionado sobre em qual período ele se encontra, escutar um “Tá terminando o Ensino Médio”;
SEMPRE.
21. acordar se sentido um “garoto de programa” pensando em duas coisas:
1) você precisa parar com isso.
2) você precisa cobrar mais caro por isso;
22. passar metade da vida falando pra todo mundo que “logomarca” não existe;
23. desistir de ensinar a todo mundo que “logomarca” não existe;
24. estranhar aquela luz amarela no céu quando você finalmente sai de casa durante o dia;
Se fosse possível aumentar o shadow na vida real…
25. ter que explicar a um cliente que uma gráfica não imprime uma imagem JPG com resolução de 72dpi e em RGB para fazer um outdoor;
26. ter que explicar ao cliente o que é JPG, dpi, RGB e “cêmique”;
Jotapégui, dêpeí, érrigebê e cêmique. Maravilha.
27. ter que explicar que Pantone não é aquele pão com frutas cristalizadas que vendem no natal;
28. acordar dia após dia, sabendo que essas coisas nunca vão mudar e mesmo assim pensar: “Eu não me vejo fazendo nada melhor na vida. Amo tudo isso”

E olha que eu nem comecei minha faculdade…

Valeu, Canha.

Programa de indie

4 dez

Me sinto sozinha no mundo quando assisto Arquiteturas, do Eurochannel. Não sei como eu fui gostar de um programa tão chato.

Hoje fez friozinho de manhã, choveu, choveu e choveu. Liguei no Multishow e assisti Sound. Mentira, não assisti completamente porque fui preparando o café enquanto passava… e alguma banda MUITO insuportável tocava na hora, por isso ignorei.
Pulei aos canais de filme e nada. Nada assim por dizer, porque no Cult tava passando um documentário que eu prometi assistir daqui umas 3 horas. Veremos.

Mas voltando ao Arquiteturas… é o tipo de programa e-x-a-t-o pra se assistir no inverno. Adoro aqueles casarões enormes cheios de entradas, com estátuas bizarras moderninhas como coluna. A apresentação é quase o melhor. O programa fica a maior parte do tempo em silêncio, só com imagens e raramente uma música ambiente bem baixinha. Daí, do nada, começa algum designer francês comentando.
Ah, e raramente fico acordada até o final.

Postei no MusicBlog. Sim, me rendi.
Não teria como ficar parada por tanto tempo esperando o serviço daquela merda melhorar. Até tentei começar uma revolución por petition, pra que voltasse a opção de upload free mas… nem.
Seria como pedir a liberação legalizada de mídia na internet.
Que morram tentando acabar com isso, suckas.

E alguém sabe se é verdade o negócio sobre tirar o Euro da Sky?
Tomara que não troquem por CasaClub TV (Directv feelings, urgh)

3 dez

Vou sentir vergonha quando minha filha ver os galãs da minha época.

Robert Pattinson só é tão perseguido assim porque encarnou um vampiro no cinema. E vampiros são naturalmente sedutores… até assistindo Twilight, quase que o acho bonitinho. Aceitável, talvez.
E aquele Jacob? Taylor Lautner tem a cara amassada, os olhos são juntos demais, cabeça-chata, cor de pele indefinida. É um tipo de mexicano mais amarelado. Não gosto.
O único que presta -e nem tanto- é aquele Carlisle. Nem sei o nome do ator mas, é um dos poucos com cara de vampiro de filme.
Edward é teen demais e o Jacob é esquisito. A Bella é uma atriz tããão boa que até os móveis da casa se destacam mais que ela. A mesma expressão pra tudo. Tão emocionante quanto um pudim.

Os homens realmente bonitos da minha geração são brasileiros, e os bonitos americanos são de um tempinho atrás. Depp, Cruise e Ledger não são de agora… deveriam, mas não são.