Arquivo | fevereiro, 2010

“Você tem cara de 25!”

24 fev

É.
Às vezes é difícil viver no corpo de uma garota de 17.
E mais difícil ainda é entender porquê pessoas mais velhas se surpreendem com isso. Montam toda uma opinião dos adolescentes porque a maioria mancha a “fama”.

Odeio síndrome de maioridade. Não adianta cruzar as pernas e falar difícil achando que isso trará respeito e admiração dos outros.
É ri-dí-cu-lo.
Acontece que é totalmente possível viver a adolescência -sim, curtir- sem passar uma imagem de futilidade e burrice.

Entende como é complicado ser, e não ser ao mesmo tempo, uma garota de 17?
Talvez, uma mulher de 17, ou uma louca presa no corpo de uma garota.
Assim o assunto fica mais profundo… pff, e na verdade não é!

Fico feliz, e não, quando perguntam minha idade. Mas só depois de horas conversando… porque a maioria não acredita.
E isso é que o não me deixa nem um pouco feliz. Me vem até um olhar de desconfiança de alguns, como se eu estivesse mentindo ou que tenho mesmo 17 mas “quero ser adulta”.
Não quero ser adulta; não quero ser criança, nem idosa.
Essa de “idade adulta” não existe. A responsabilidade chega, sim. Em maior quantidade, sim. Mas conheço crianças LONGE até mesmo da adolescência que encaram rotinas bem mais estressantes do que qualquer adulto comum.

E às vezes eu penso se alguém que realmente lê esse blog, entende o que eu quero dizer.

Nunca quis crescer antes do tempo, e nem poderia porque tive uma infância maravilhosa. Mimadinha, briguenta, palhaça e cheia de primos.
Queria saber porque sinto falta de confiança. Deve ser algum lance de vida passada, porque nessa vida nunca fui confiada à grandes coisas. Afinal, “você tem só 17…”
Quando sinto isso, acredito em vidas passadas. Ninguém sabe da verdade, e tenho uma ligação bem esquisita com coisas que nunca vivi.
Ah! Se algum dia eu ficar sabendo se eu, você, e o mundo somos reais, venho aqui contar.

Medo, inveja e muito gloss.

21 fev

Odeio qualquer tipo de preconceito. Odeio mesmo. Tô tentando pensar num nome pra preconceito com o estilo dos outros… Não sei se existe, mas seria um preconceito “fashion”. Não que o tipo de preconceito seja, fashion, de alguma forma mas, TÁ. ENTENDERAM.

Algumas pessoas tem uma mente tão mínima pra moda. Eu abro vários blogs de moda de rua, fotografia de moda, Polyvore por muito tempo foi meu site favorito entre tudo o que havia sobre isso.
O bacana é misturar, jogar cores e ver o que dá, sabe? Esse conceito de simplicidade ao extremo me irrita! É tão legal ver pessoas exóticas na rua, que se vestem de um jeito diferente porque realmente tem criatividade pra isso.
E o que eu odeio é quem critica, xinga, aponta. Só me vem duas coisas a cabeça: inveja ou medo.
Dizem que o humano tem medo do que é novo. Medo de experimentar. De como as pessoas olharão, risadinhas, comentários.
Então tá decidido: não sou humana.
Nunca tive medo dessas coisas porque sempre fui o alvo.

É preciso ter essa ousadia de se vestir como gosta. Não importa se você ama aquela saia até o pé; uma camiseta bege que ninguém vê graça; salto alto até pra ir ao mercadinho da esquina. Não importa. Se um gloss com glitter rosa e amarelo te deixa absoluta, invista.
O que tá aqui fora diz muito sobre o que é por dentro. Não diz por completo, mas ajuda.

O interessante desse dark side da inveja, é que você não verá meninas bonitas falando merda de outras mais, digamos, poderosas.
E não digo bonitas de medidas de revista e cabelos de comercial de shampoo. Meninas realmente bonitas, com personalidade e inteligência o suficiente para se acharem lindas de verdade.
Elas não precisam disso.
As “poderosas” são as que transformam um vestido de alcinha, numa peça fabulosa que chamará a atenção durante toda a festa. Não porque é um vestido, mas porque aquele vestido está NELA. Não ficaria tão fabuloso numa invejosinha, medrosa, que faz cara de tédio pro espelho.
Conheço garotas que colocariam veneno no gloss da outra por mera raiva. Raiva do quê? Não me façam responder, né…
O recalque existe desde sempre.

Porque, minha amiga… se você acha que aquela peça fica perfeita em você, NINGUÉM poderá dizer o contrário.

Não sejam tão chatos.

19 fev

“Quando a neve toca sua pele, o frio não dura para sempre; mas você viverá a mesma sensação novamente se não deixar a estação mudar.” Eu sei, Brian, eu sei.

Sabe aquela música que você ouve bastante no rádio quando é criança, fica com a melodia guardada na cabeça mas não sabe que ela tá ali? Aí depois que essa música toca, te vem uma lembrança tão forte que… uau.
Aconteceu isso hoje comigo, com Piano Man do Billy Joel. Eu conhecia muito bem aquele refrão, de tempos mesmo, mas tinha esquecido de como gostava dele.

Algumas músicas antigas que você escuta o tempo todo, podem perder a graça de uma maneira tão grande que chegam a parecer novas. Ouvi tanto a trilha sonora de Grease, mas TANTO, que quando toca eu nem ligo mais.
Uma vez tocou “Tell Me More” na festa de formatura da minha amiga, e o pessoal ficou impressionado porque eu sabia a letra inteira. É que depois de assistir ao filme umas 42948 vezes, imitar a coreografia e morrer de amores pelo John, a gente vai pegando algumas coisas né… 😛
E que mulher -ou não- nesse mundo nunca quis ser uma Sandy?
Abre parênteses: não estamos falando da irmã do Shunior. Fecha parênteses.
Ter um Danny falando OOH SANDY com aquela voz, aquele cabelo, aqueles carros e… Deus, porque os anos 60 foram embora?

Mas apesar de tudo, as músicas desse filme já não são a mesma coisa pra mim. E nem as de Chicago, e Moulin Rouge. Capaz que sei até as falas de Grease.

“Voltando” aos anos 60… Acho que eu seria uma senhora muito triste se tivesse vivido fervorosamente essa década. Música ruim sempre existiu, isso é fato, mas acho que hoje em dia a situação tá bem pior.
Eu sempre coloquei a letra em primeiro lugar, e sim, podem me apedrejar por ser Beatlemaníaca. Um fã de Beatles dificilmente pode, com a consciência limpa, colocar significado de letra em primeiro lugar.
Mas enfim, existe uma diferença gritante entre as bobeiras que algumas bandas diziam tempos atrás com as de agora.
Funk carioca é ruim considerando a letra, mas a batida é uma coisa divina. O pior dos headbanger quando ouve funk não fica pelo menos sem bater o pé. Escondido, em baixo da mesa, xingando a mãe do DJ, mas bate.

Tudo o que eu quero dizer é que não sejam iguais a mim, porque a coisa mais difícil é ouvir música apenas pelo significado.
Mais difícil ainda é manter essa mentira. HAHAHA

E pra provar que não sou tão chata… Led Zeppelin – Kashmir

All I got is nine minutes, freaky-freaky, nine minutes…

18 fev

Não sei se minha vida tá mais agitada, ou se agora que eu comecei a perceber tudo o que acontece nela.

Vídeo no YouTube, fórum em construção, blogs e flickr… o primeiro item dessa lista já tem 100 exibições. É pouco, eu sei, mas pra quem nunca posta nada no YouTube isso tá de bom tamanho. E até assusta.
Ainda mais quando se fala tanta besteira por mais de NOVE MINUTOS, e nossos amigos ainda tem paciência em esperar e assistir.
Se quiser, tá aqui.

Será que só eu tenho aquela sensação de “poderia ter ficado melhor”?
Depois que você termina qualquer coisa, um vídeo bobo mesmo, fica pensando que não deveria ter feito daquele jeito. Porque de outro jeito ficaria mais legal, mas só pensamos nesse jeito quando a coisa já foi feita. Sacou?

Hoje tem Polly, eu tô morrendo de sono, tri acabada por causa da academia e depois da meia-noite eu viro abóbora. Tchau.

Substâncias kryptonianas

17 fev

Sabe qual é o segredo das fábricas de esmalte estarem sempre em alta?
Criar uma linha hipoalergênica ☻ Só pode ser…

O último esmalte hipo que eu comprei custou R$9,50, mais ou menos. E não, não compro por frescura. Tenho uma reação tão bizarra ao esmalte comum que tem gente que duvida.
Meu olho (o direito, na maioria das vezes) começa a ficar vermelho em volta da pálpebra, depois infla como se eu tivesse colocado alguma coisa dentro do olho. Fica assim até ele fechar por completo, e alguém me explicar sobre a Lei Maria da Penha e violência doméstica. Pois é.
E só volta ao normal depois de uns 2 dias com muito gelo e pomada especial. Ah, e paciência.

Mas aí então, vejo no mercado uma embalagem de Colorama dizendo:
Sem tolueno
Sem formaldeído

Já esperava ver o mesmo preço abusivo na prateleira, mas, OMG! R$2,50?
Assim como disse o blog da Princesa Na Torre, a Colorama não quer ganhar dinheiro! E que assim seja.
Não aguento mais pegar só vermelho e café em cores por falta de opções antialérgicas…

Conversando ontem com o Alan (meu amigo químico, dá licença?), perguntei o porquê dos esmaltes hipo continuarem naquele preço sendo que a Colorama já renovou a coleção há mais de um ano. E ele fez com que eu me sentisse a mais lerda desse mundo.
Não são só tolueno e formaldeído que causam alergia na mulherada; tem outras coisinhas ali no meio da fórmula que provocam reações até piores que a minha… como a da minha amiga, que preservaremos o nome HAHAHAH o cabelo cai muito durante uma semana inteira, e o nariz aumenta em 2 cm.
Como pode perceber, viramos mutantes com esmalte comum. Obra do capeta, sei disso.
Mas enfim, o importante é que agora a Colorama tem o padrão europeu de qualidade, uma paleta de cores impressionante.
E eu quero a coleção 2010 i.n.t.e.i.r.a ♥

Melhor não ter razão .

16 fev

. . . Só falta abandonar a velha escola. Tomar o mundo feito coca-cola…
. Fazer da minha vida sempre o meu passeio público.
. E ao mesmo tempo fazer dela o meu caminho só, único.

. Talvez eu seja a última romântica, dos litorais desse oceano atlântico…
. Só falta reunir a zona norte à zona sul.
. Iluminar a vida já que a morte cai do azul.

. Só falta te querer, te ganhar e te perder!
. Falta eu acordar, ser gente grande pra poder chorar.

. . . Me dá um beijo então, aperta minha mão.
.Tolice é viver a vida assim sem aventura.

Deixa
ser
pelo
C O R A Ç Ã O

.Se é loucura então, melhor não ter razão.

X, bolinha, duas vezes quadrado

14 fev

Mouse novo por ter estourado o outro: R$ 74,80
Refazer as unhas já que o teclado sempre descasca o dedo indicador: R$ 10,00
Jogar F.E.A.R às 3:00 da manhã, com a casa toda em silêncio e um headphone na cabeça: não tem preço.

Não que eu guarde rancor -porque eu realmente não guardo-, mas jogar F.E.A.R é um modo muito relaxante de descarregar o peso da semana. Qualquer jogo que tenha muitas vítimas, armas enormes e munição infinita, tá valendo. É uma terapia.
Lembro que desde novinha, quando eu e meu irmão entrávamos em lojas de game, eu pegava a pasta dos “de terror”. Ele era um cara mais do bem, aí ficava nas coletâneas de jogos antigos. 500 Jogos de Megadrive, 300 Jogos de Atari, 250 Jogos de SNess…
Então eu, como não tava nem aí pra jogabilidade, gráficos e o cacete a 4, pegava os jogos pela “capinha”.
Sempre perguntava pro cara da loja se o jogo prestava, e como ele tinha mais ou menos a nossa idade, era bem sincero. Lembro de ter começado a jogar Silent Hill porque um desses carinhas de loja me desafiou. Otário.

Falar de videogame é uma coisa que ainda me deixa feliz, mesmo jogando tão pouco ultimamente, e estando tão por fora do assunto mais novo.
Ao mesmo tempo, é válido saber do que já aconteceu nessa área mais antiga.
Uma vez, ouvi uns primos mais novos conversando sobre um jogo MUITOLOCO que você ganhava pontos por atropelar as pessoas na rua, e tinha uns puta carrões violentos e… Uhum. Eles não conseguiam lembrar o nome, aí chegou a prima que ninguém imaginava que saberia uma coisa dessas: Carmageddon, óbvio.
Stainless forever ♥
“Puuuuts, é esse aê mesmo, Thata!”
Eu sabia.
Daí então me disseram que só tinham ouvido falar, e não sabiam se era bom mesmo mas parecia ser. Só não parece como era, e só não emprestei pra eles porque nem sei mais onde está. Emprestei tanto CD e tanta fita nessa vida, mesmo sem querer…
Não esqueço da vez em que emprestei a fita do Donkey Kong e algum filho da puta abriu e trocou por um jogo que nem passava da tela inicial. Eu nunca gostei de emprestar, meu irmão é que quase doava os jogos pros outros.
Menos o Super Star Soccer que era única e somente propriedade do meu pai!

Ah, e só pra não perder o post: não jogue ObsCure.