Arquivo | fevereiro, 2011

Como Eu Entendi A Humanidade Olhando Uma Embalagem de Papel Higiênico

2 fev

O título é esquisito porque o assunto também é.
Bem, eu finalmente entendi a vida. Quer dizer, não a entendi por completo mas, já saquei boa parte do que ela é.
E juro, tudo por causa de uma embalagem solitária, no fundo do armário, de papel higiênico. O item mais precioso da face da Terra depois da água. Certeza.

A humanidade só não dá o real valor ao papel porque fomos criados num cercadinho onde até cagar é vergonhoso.

Continuando, sem divagações senão meu pensamento escorre… Sabe aquelas embalagens promocionais que dizem “menos por mais”?
Ou seja, mais produto por menos dinheiro?
Reparei bem nos rolos, em cada um deles. A quantidade de rolos aumentou, mas o metro do papel diminuiu, deixando o rolo mais fino.
As pessoas estão pagando pelo rolo do papel, ou pelo papel? Aquela coisinha de cor reciclada, que avisa o -trágico- fim do nosso amigo não serve de BOSTA nenhuma. Nenhuma mesmo.
Claro, que, no fim da esperança quando estamos na casa dos outros, a única saída e arrancar os últimos suspiros de papel do negócio mas… e fora isso?

Normalmente, são 4 rolos de papel. Me deparei com 6, assim, no armário ainda intactos na embalagem. Quando vi a promoção, dizendo que o consumidor teria uma economia fooooora do comum comprando aquele produto, e eu consegui diferenciar um rolo normal daquele, meu coração ficou completamente despedaçado.
É sério.

Agora, pensa comigo: a humanidade. A humanidade e a promoção do papel higiênico. Somos como promoções de papel higiênico. Amamos igualzinho.
Nosso amor é controlado de uma forma que nem percebemos direito.
Podemos amar todos os dias mas, não exija muito de mim hein? Todos os dias mas, calma aí.
Ou então amar MUUUUITO, exageradamente, mas daqui uns 2 anos… pronto, cabô.
Viu?
Somos uma grande e suja de merda promoção de papel higiênico. Não somos uma merda, apenas nos deixamos sujar ou… sei lá eu.

Ou tudo por um tempo limitado; ou controlado em conta-gotas, um fiozinho de azeite, um bloquinho de chocolate, um gole de vinho, uma pitadinha minúscula, para sempre.

A verdade mesmo é que tanto nós, quanto o papel higiênico, sempre iremos servir pra limpar a merda dos outros.
Né?

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