Arquivo | junho, 2012

Cordel, UMC, Ultraman…

5 jun

Poucas coisas conseguem me desanimar. Quando eu começo a ficar triste por causa de alguma besteira, tento lembrar que talvez não valha a pena ganhar rugas e gastrite à toa.

O que me desanimava muito na faculdade, ainda nesse semestre, era ver como todo mundo tem tanta facilidade em fazer coisas que eu sempre quis fazer. 
Alguns dos que estão no curso de Design desenham/pintam assustadoramente bem. E não são pessoas que estudaram isso a vida toda. Eles todos são iguaizinhos a mim, mas com um talento que eu invejo desde que entrei na UMC.
Mas, tentei sair um pouco da redoma medrosa da coitadinha que não sabe nada, e aceitei meu traço. Vou fazer o quê, se passo mil madrugadas tentando desenhar de outra forma um pouco mais “delicada”, e não consigo?
Eu aperto muito o grafite, e aprendi a gostar disso.
Também soube agora que eu sempre adorei Cordel. Só não sabia que se chamava Cordel.

Na sala, vendo aquele monte de gente fazendo coisas incríveis, eu chego a ter algumas recaídas do tipo CHEGA, CANSEI, TÔ INDO TRANCAR.
Mas daí eu respiro, e lembro que, em algum lugar do mundo, alguém pode gostar do que eu produzo. Mesmo que esse alguém esteja no cômodo ao lado, e seja minha mãe… Enfim, existe.

E Design, afinal, não se baseia apenas em saber desenhar de forma impressionante. Eu posso não ter esse dom, mas, já vi pessoas super talentosas serem um pouco lerdas em outras áreas do Design.
 Não adianta, não se pode ser Chuck Norris.

Como nessa situação:
No curso de webdesign. Eu e mais dois meninos fizemos um trabalho sobre a evolução dos super heróis. Eles ficaram com a parte do desenho, e eu com os textos e apresentação. Eu que sempre era apontada pra representar os trabalhos, desde AIDS na adolescência até o comercial da Tigor T. Tigre.
 Os desenhos ficaram ridículos de bom. Incríveis. Eu pedi pra um dos meninos dizer “e essa foi a parte da finalização do Ultraman”. O muleque travou. Não tinha falado UMA PALAVRA a apresentação inteira, e numa frase de 3 segundos, ele emperrou. Simplesmente não disse, e ficou rindo com lágrima nos olhos pra mim. 
Falei a parte dele, e a parte do outro menino também.
Como só eu apresentei, tiraram 2 pontos da nossa nota. Não ganhamos a droga do “day off” que os melhores alunos ganhavam pelos melhores trabalhos.

Aprendi, pelo menos, de que não adianta você ser O Mestre Dos Magos e não acreditar no que você faz. As pessoas não vão conhecer seu trabalho, se a sua vergonha te mandar esconder dentro da gaveta.

É muito, mas MUITO difícil manter a confiança num mundo de Webersons Santiagos (NÉ?! haha).

 O que importa, de fato, é investir tudo o que eu sei de melhor nos meus trabalhos.

Não guardo nenhum especial na barra de energia.

 

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