Arquivo | fevereiro, 2014

Eu + Igreja = ERROR

17 fev

Antes que comece a chover pedra e crítica nonsense no blog, favor acalmar a sua fia interior. Obrigada.

Ontem fui “aprender” a ser madrinha de uma criança, na igreja católica. Tive que fazer aquele curso onde eles dizem ensinar alguma coisa. 
Até aí, tudo bem. Não BEM, mas ok.
O problema foi antes disso…

Pro causo não ficar incompleto, foi contar o porquê do título do post. 
Gente, eu gosto de coisas boas. Eu sou boazinha com animais, crianças, e até com algumas (poucas) pessoas. 
Quando eu chego na igreja tenho essa falsa esperança de que vou encontrar pessoas alegres, bondosas e gentis. Elas existem, mas com certeza não vão à igreja.

Há alguns meses, entrei em uma igreja acompanhando minha amiga. Já fui medida dos pés à cabeça na entrada por não ser conhecida pelas carolas. Até aí ok, eles seguem um padrão lá dentro e não gostam quando alguém zoa o barraco. Firmeza.
Não me ofendi porque é preciso mais que isso.
A tensão era tanta, que eu ouvi a frase “arranque o braço direito se este o leva ao pecado; pois é melhor estar desmembrado, do que condenar todo o corpo ao fogo do inferno”, e fiquei quieta. 
Não questionei, não respirei fundo, e nem franzi a sombrancelha. Um pouco sim, mas me certifiquei de que ninguém viu.
Depois, lendo aquele A4 feito porcamente no Word (humildade não é sinônimo de falta de capricho), vi o seguinte: KYRIE ELEISON.
Santinho de algum prefeito de Itaquá? Nome da filha da Carla Perez? Jogador do Curintia? Não, não e não.
Essas duas palavras são esquisitas, ainda mais pra mim, e eu fui cometer o erro de perguntar o que significa.

Perguntar significados.

NUNCA COMETA ESSE SACRILÉGIO.
O cara se diz seu irmão, filho do mesmo pai, aleluia, mas te julga ferozmente se você não sabe qualquer coisa envolvida com as musiquinhas babacas que eles cantam. 
Fui procurar no Google depois. O significado é basicamente o que eles falam em todas as outras musiquinhas.

Depois disso, desanimei. O padre falava sobre coisas que eu não entendia, soltava lições de moral que eu não concordava…
Foi tudo virando uma enorme situação desconfortável e, de certa forma, humilhante. 
Fiquei de saco cheio daquele mimimi de “não pode, não deve, não faça, e se fizer vai pro Inferno” que levantei e saí.
Eu não tenho religião e tenho integridade o bastante pra não julgar as pessoas que gostam ou precisam da igreja.
Porque então, pessoas que estão lá supostamente aprendendo o amor, são tão maldosas e estão sempre prontas pra te atacar?
Porque eu preciso me rebaixar, e deixar que você me critique por eu não me encaixar nas suas definições?
Porque DEUS é vingativo e maligno, e o DEMÔNIO pode levar a culpa do que acontece de ruim na sua vida?

Continuando…

Depois que eu já havia perdido completamente a esperança em gostar da igreja, meus primos me chamar pra batizar o filho deles. Eu explodi de alegria, me senti a pessoa mais amada do mundo, e posso até arriscar em dizer que o meu carinho e amor pelo Raphael aumentou uns 500%.
Me senti mais parte da família. Eu era a prima do Raphael, agora eu sou a DINDA. A tia que ele vai ligar de madrugada pedindo conselho, vai dormir na minha casa vendo filme até o outro dia, aquela que ele vai esperar chegar no aniversário dele com o presente mais legal e improvável DO MUNDO porque nós seremos tão brothers que… UAU. 
Que delícia viajar assim, gente.

Voltando ao curso…
Fiquei uma hora ouvindo três pessoas falarem um blá blá blá whiskas sachê que, na verdade, durou cinco dias na minha cabeça. Não acabava nunca.
Comecei a devanear e pensar em filmes bons que eu preciso baixar. Dietas que eu quero começar. Bandas que eu preciso ouvir. E pessoas que eu gostaria de matar.

Se você tem a cabecinha lenta, e precisa de um empurrão pra não ser uma madrinha de merda, o curso funciona.

Obs.: Eu não chamaria as canções de babacas se tivessem me tratado, ao menos, não tão mal.

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10.329 Coisas Que Eu Odeio Em Comédias Românticas

13 fev

Tenho um horror especial por comédia-romântica. Não acho nada agradável assistir com o namorado, um tipo de ficção que retrata o que mulherzinhas choronas pensam da vida amorosa. O que pensam, e esperam. 

Algumas vivem anos esperando pelo mocinho loiro norte-americano de olhos incrivelmente azuis que vai parar uma aula de Educação Física pra cantar “Can’t Take My Eyes Of You” olhando pra ela, com aquele sorriso de canto que só o Heath Ledger sabia fazer. Essa cena foi bonita no começo, quando o filme foi lançado. Depois, cansou. E aí, eu pude reparar nos dentes esquisitinhos da Julia Stiles.

Deixa pra lá.

Me sinto sozinha, sempre me sinto sozinha. As amigas mais próximas comentando coisas que não me interessam. Não que eu goste SOMENTE de assuntos masculinos, até porque passo horas escolhendo cremes, esmaltes e maquiagem. Gosto de frequentar salão, ler a última Marie Claire e falar do ator safado que traiu a mulher ex-miss. Gosto mesmo.
Só não vejo tanta graça em pintar um mundinho doce de amor, tomando como base a ficção.

Ficar puta com o namorado porque ele não compra flores. FLORES. F.L.O.R.E.S. 
Flores são lindas, coloridas, clássicas. E você quer que estejam dentro da droga de um cone de papel, pra que você possa mostrar para as amigas que SEU NAMORADO É MELHOR QUE O DELAS.

Inventar briguinha porque ele não “prova” que te ama.
E você? Prova? Você entra na frente dos carros com um megafone gritando que o ama, aluga carros de som e sobe no capô com um coração de pelúcia, ou fez tatuagem do nome dele? Parabéns. Idiota.

Os homens também são bobos. E o meu lado macho recém-desenvolvido acha isso realmente nojento.
Mulher tontinha a gente meio que entende, aquela que se faz de frágil e coitada. Que tem medo do escuro, não mata barata, mal sabe segurar um controle de videogame, lamenta horas quando a unha quebra, e só sabe conversar sobre a novela.
Eu relevo porque conheço algumas. 
São lindas bonequinhas ridicularizadas pelas costas, porém, dificilmente irão perceber.

Agora, voltando aos homens mimizentos… (preciso manter uma linha só de pensamento, me perco muito fácil)
Aquele que jura ser o maior solitário do mundo, se acha feio, que ninguém ama, mulher nenhuma olha, ai ai ai meu Deus como eu sou dodói.
Morra.

A gente adora (rir de) homem assim.

E de mulheres também.

Não, não vou fazer lista alguma de 10.329 coisas. Faz você.