Errar é certo.

16 abr

Eu imagino cada coisa. Cada absurdo.

Crio realidades que, muitas vezes, mascaram situações que eu não quero viver. Tenho o dom de fantasiar de uma forma perfeitamente crível, na mesma base da “mentira contada várias vezes”. Me desgrudo do mundo real sem tirar os pés do chão, e acho que muita gente deveria aprender a fazer isso.

Sabe quando você faz uma merda titânica, daquele tipo que parece não ter solução? No trabalho, namoro, família, entre amigos… Eu já fiz algumas. Não deixei que nenhuma delas me atingisse à ponto de perder a cabeça.
Não digo “perder a cabeça” no sentido de fazer besteira, não. Mas quando ficamos extremamente chateados, achando que a solução seria somente morrer e nascer de novo. Quando ficamos dias inflamados com um humor fúnebre, que nem todo o chocolate do mundo é capaz de alterar.

Me acostumei a não deixar que situação nenhuma me aborreça profundamente. Penso que não sou tão importante assim, não sou uma peça vital do planeta. Continentes não irão sumir por causa do meu problema. As criancinhas na África possuem preocupações mais importantes que as minhas. Um “detalhe” como SOBREVIVER.
Eu me permito chorar, me deprimir, me arrepender, e tudo isso não deixo passar de um dia. Um dia ainda é muito. No meio da crise eu ligo a TV, o videogame, o computador, e esqueço do drama.

Já me arranjei muitos dramas. Muitos grandes problemas. Pensei que nada daria certo e que a vida mudaria pra pior.

Isso aconteceu? Bom, aconteceria se eu permitisse. Eu não quis alterar todo o meu plano de vida só porque estraguei um pedaço dele. Colei as pecinhas de volta, respirei fundo e voltei ao meu mantra de “você não é tudo isso”.
Não se preocupe, as represas não secarão por sua culpa. Bolas de fogo não cairão sob a terra por sua causa.
O poder da merda feita pode ser grandioso, mas relaxa. Você não é tão importante assim.

Pensando dessa forma, criei uma redoma blindada em volta da minha cabeça e coração. Só posso acertar quando já errei antes, mesmo tendo aprendido de alguma forma.

É preciso sentir-se menos poderoso do que realmente é. 

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